O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu Nacional Soares dos Reis - Visita Geral
27 de Abril de 2017
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Visita Geral

Grupo de visitantes a observar o quadro "Menina do Gato", do pintor António Carneiro

1º PISO

Ao subir para o primeiro piso entramos na Exposição permanente do Museu pela nossa esquerda acompanhando, deste modo, um percurso cronológico pela pintura e escultura portuguesa do século XIX e primeira metade do século XX.

Este critério de exposição, permite-nos ter uma noção da importância da ligação do Museu à Academia Portuense de Belas Artes, criada em 1836. Mercê dessa ligação, grande parte da produção de Mestres e Alunos da Academia ficaram no Museu permitindo-nos agora ter uma visão bastante completa do panorama da criação artística deste período até 1932, ano da separação da Academia.

Na primeira sala, um texto de introdução ajuda a enquadrar o programa expositivo.

O percurso inicia-se com o Romantismo, representado através das temáticas do Retrato, Costumes Populares e Pintura de História, com obras de Augusto Roquemont, Francisco José de Resende, João António Correia, Luís Pereira de Meneses (Visconde de Meneses), Miguel Ângelo Lupi, Caetano Moreira da Costa Lima, entre outros (salas 2, 3 e 4).

O ciclo do Naturalismo constitui a maior colecção do Museu e a sua representação inicia-se com uma selecção alargada de obras de Silva Porto e Marques de Oliveira, pensionistas em França e Itália que introduziram na arte portuguesa a possibilidade de uma renovação estética, pela prática de uma pintura de ar-livre. Mas outros pintores como José Malhoa, Columbano, António Ramalho e João Vaz estão representados na colecção permitindo observar o panorama da pintura da segunda metade do século XIX (salas 5 e 6).

Na Galeria de Escultura expõe-se a obra de António Soares dos Reis, o artista que dá nome ao museu. Em gesso, mármore ou bronze são apresentadas obras do escultor enquanto aluno (na Academia Portuense de Belas Artes ou como pensionista em Paris e Roma) e como artista reconhecido.

Passando pela Galeria de Escultura temos acesso à área nova do museu, resultado da ampliação verificada em 2001, com acesso a duas salas de exposições temporárias e ao auditório.

Continuando o percurso pela pintura do séc. XIX destaque para a obra de Henrique Pousão (Sala 7) a que se seguem uma série de pintores naturalistas, entre outros, Artur Loureiro e Sousa Pinto, artistas nascidos nos anos cinquenta do século XIX mas que se mantiveram activos até aos anos trinta do século seguinte (sala 8).

Aurélia de Sousa e António Carneiro representam, na viragem do século as rupturas com as persistências naturalistas e o anúncio de uma renovação estética. Outros autores como Carlos Reis, Veloso Salgado, Manuel Maria Lúcio, Cândido da Cunha e Eugénio Moreira, formam o panorama artístico de um tempo de transições (sala 8).

As últimas salas (9, 10 e 11) da galeria de exposição permitem observar algumas das transformações sofridas pela arte em Portugal na primeira metade do século XX, ditadas pela introdução de correntes vanguardistas então emergentes na Europa. Estão representados pintores como Armando de Basto, Eduardo Viana, Dordio Gomes, José Tagarro, Fernando Lanhas, Júlio Resende, Augusto Gomes e, entre outros, os escultores Diogo de Macedo, Francisco Franco e Ernesto Canto da Maya.

Sinal da diversidade das colecções deste museu está exposto, na última sala da galeria de pintura, um pequeno núcleo de objectos egípcios (sala 12).

Link de acesso à planta do 1º Piso



2º PISO

Continuando a subir a escada principal chegamos ao andar nobre do palácio, cujo restauro manteve os elementos decorativos ainda existentes, nomeadamente os estuques e pinturas das paredes e tectos de algumas salas.

Entrando pela direita, encontramos a sala dedicada à faiança portuguesa do século XVII, que antecede a sala onde se documenta a produção das faianças nacionais dos séculos XVIII e XIX, com especial destaque para o Norte do País.

A sala de jantar do palácio foi o enquadramento ideal para expor um notável serviço de porcelana chinesa de encomenda, do séc. XVIII, e noutras vitrines objectos de vidro e prata que têm que ver com este espaço ou pela sua função ou pela sua época.

Das outras salas viradas para a fachada principal, duas ladeiam o grande salão central e nelas se expõem peças de mobiliário, pratas e têxteis dos séculos XVII e XVIII respectivamente.

Ao centro, no salão nobre do palácio, enquanto este foi residência da Família Real no Porto, entre 1861 e 1910, encontram-se agora expostas peças relacionadas com a presença portuguesa no Oriente. São de destacar o par de biombos Namban - japoneses - do séc. XVII com cenas que representam a chegada de uma nau portuguesa ao Japão, móveis e outras peças preciosas Indo-portuguesas, ou ainda a grande vitrine de porcelana chinesa.

No topo oposto à sala de jantar, deparamos com uma sala de música onde, para além da decoração primitiva do tecto, existem ainda os móveis desenhados especificamente para este espaço, pelo artista italiano Luis Chiari, que trabalhou para a obra inicial do palácio.

Por fim e dando conta da variedade das colecções em exposição, podemos ainda ver uma sala com referências orientais, um outro espaço com uma notável colecção de vidros dos séculos XVII e XVIII e como remate, a sala de joalharia onde se expõem jóias pré-históricas numa vitrine central e numerosos exemplares de joalharia de várias épocas, com especial destaque para os adereços femininos, relógios e caixas de rapé.

Link de acesso à planta do 2º Piso


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