O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu Nacional Soares dos Reis - Casa Museu Fernando de Castro
27 de Abril de 2017
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  • Casa Museu Fernando de Castro

Casa Museu Fernando de Castro

Pormenor da Sala de Jantar da Casa Museu Fernando de Castro.

Foi a residência de Fernando de Castro, (1889-1946), negociante, poeta, caricaturista e sobretudo coleccionador. De seu pai herdou sociedade numa firma comercial, com escritórios e loja na rua das Flores, no Porto. Sem gosto pelo comércio, actividade a que naturalmente estaria destinado o seu futuro, o tempo que passava no escritório ocupava-o em grande parte a desenhar e a escrever, tendo-nos deixado um número significativo de caricaturas, desenhos humorísticos e alguns livros publicados, em verso e em prosa, e também um manuscrito. Pode dizer-se que grande parte da vida a dedicou a coleccionar as peças com que decorou a sua própria casa, com o objectivo de nela criar um museu.

De facto, embora no seu arranjo não seja visível qualquer critério museológico, nela encontramos reunido um conjunto muito interessante de obras: pinturas do século XVI ao século XX, com destaque para a pintura naturalista dos séculos XIX-XX, escultura, quase que exclusivamente de carácter religioso, do século XVI ao século XIX, algumas peças de cerâmica, vidro e torêutica, mas sobretudo uma grande quantidade de talha, proveniente de igrejas e conventos, com a qual revistou praticamente todo o interior da sua habitação. É de resto a talha que em muitas situações serve de fundo ou de suporte à exposição dos objectos, criando nesta casa um ambiente absolutamente inesperado, sem espaços vazios, e que pela originalidade não pode deixar de nos surpreender. Poder-se-á afirmar que, para além do gosto em adquirir e coleccionar as peças em si mesmas – sempre com o objectivo de salvaguardar da ruína esse património, segundo o testemunho de contemporâneos seus – Fernando de Castro terá também sentido um enorme prazer ao criar para elas uma encenação, na qual a talha teve um papel preponderante.

Pormenor da Sala amarela.

Ao entramos nesta casa – de cujo exterior não é possível sequer suspeitar a atmosfera que a ela conseguiu transmitir o seu proprietário – compreendemos a razão pela qual, já em seu tempo, fosse por muitos considerados como um “verdadeiro museu”.

Tendo Fernando de Castro falecido sem testamento, Maria da Luz de Araújo e Castro, grande admiradora da obra de seu irmão, e cumprindo o seu desejo, fez uma doação ao Estado de todo este espólio sob a designação de Casa Museu Fernando de Castro, a qual depende administrativamente do Museu Nacional de Soares dos Reis, desde a sua fundação em 1952.
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