Esta pintura, realizada no ano em que o artista viria a morrer, revela-nos uma bela paisagem que atesta o interesse que lhe despertavam os temas do seu país, numa visão simultaneamente realista e sonhadora, filtrada por uma luminosidade captada num momento ideal.

Artur Loureiro, (1853 – 1932), fez os seus estudos na Academia Portuense de Belas – Artes, tendo depois estado em Roma e em Paris onde toma contacto com o movimento simbolista que irá marcar a sua obra. Passa por Londres onde também os pré-rafaelitas não o irão deixar indiferente.
Entre 1885 e 1904 fixa-se em Melbourne, na Austrália, tornando-se uma figura destacada pelo prestígio que alcançou como pintor e como docente.
Mas as saudades da sua terra natal trazem-no de volta ao Porto em 1904. Aqui se estabelece, com atelier no Palácio de Cristal, onde dá aulas. Ao mesmo tempo viaja pelo país, captando imagens que transpõe para as suas telas. Expõe regularmente no Salão Silva Porto e a crítica é-lhe favorável.
Deixou uma obra muito vasta, dispersa por museus e inúmeras colecções particulares, representando retratos, paisagens, cenas de género, animais e flores.
A Casa-Museu Fernando de Castro orgulha-se de possuir um razoável número de obras deste artista na sua colecção.