Nasceu no Porto e foi aluno da Academia Portuense de Belas Artes tendo frequentado os cursos de Desenho, Pintura Histórica e Arquitectura Civil. Aí teve como professores João António Correia e Francisco José Rezende.
Na sua obra encontramos motivos do quotidiano portuense, paisagem e costumes, mas o artista ficou mais conhecido pelas suas composições de frutos e flores.
Incapaz de trabalhar fosse no que fosse sem modelo à vista, mudava o assunto conforme o rodar das estações, tendo como fonte de inspiração o seu jardim e como motivo preferido as camélias portuenses.
Como diz Manuel de Figueiredo, “Na sua tão longa vida, largo foi o panorama artístico que lhe passou pelos olhos, a que se não manteve indiferente mas a que foi seguramente estranho”.
Sem qualquer posição docente oficial, foi mestre particular de Henrique Pousão, Marques de Oliveira e Artur Loureiro, assim como de seus sobrinhos, Júlio Costa e Margarida Costa.
Tomou parte activa na criação do Centro Artístico Portuense, na revista Arte Portuguesa e foi um dos promotores, juntamente com Marques de Oliveira, Marques Guimarães e Júlio Costa, das Exposições d’Arte realizadas no Porto.
Expôs com grande frequência no Porto, começando nas trienais da Academia Portuense de Belas Artes (1857, 1860, 1863, 1866), e mais tarde nas Exposições d’Arte de 1887 a 1895, e nas da Sociedade de Belas Artes do Porto (1910, 1911, 1913, 1918, 1921, 1923). Em Lisboa tomou parte nas mostras da Sociedade Promotora de Belas Artes em Portugal (1864, 1865, 1887), nas do Grémio Artístico (1891, 1892, 1895, 1896, 1897) e nas da Sociedade Nacional Belas Artes (1915, 1916, 1918). Esteve também representado na Exposição de 1908 no Rio de Janeiro, e na de 1917 no Palácio de Cristal organizada pela Junta Patriótica do Norte.
A sua obra foi objecto de uma exposição póstuma realizada em 1930 pela Sociedade de Belas Artes do Porto no salão Silva Porto. O catálogo, prefaciado por Júlio Brandão, refere cerca de uma centena de obras entre as quais as já então pertencentes ao Museu Municipal do Porto.
Da sua figura austera existem representações fotográficas publicadas nas capas das revistas Arte de 1911 e Illustação Moderna de 1930, mas o seu retrato mais famoso é sem dúvida pintado pelo seu sobrinho Júlio Costa, pertencente também à colecção municipal em depósito no Museu Nacional de Soares dos Reis.